Lembras-te, Carlos, quando, ao fim do dia,
Felizes, ambos, íamos nadar
E em nossa boca a espuma persistia
Em dar ao Sol o nome do Luar?
Tudo era fácil, melodioso e longo.
Aqui e além, um súbito ditongo
Ecoava em nós certa canção pagã.
Contudo o azul do mar não tinha fundo
E o mundo continuava a ser o mundo
Banhado pela aragem da manhã!...
Pedro Homem de Mello, in "O Rapaz da Camisola Verde"
quinta-feira, 30 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
Encontro em Rio Maior
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Revivendo-2006

Porque não consigo chegar a esta época sem me lembrar e reviver tudo o que passei há 3 anos atráz, foram os piores dias da minha luta, o coração a reagir mal á quimio, neutrópémia a deixar-me sem defezas, a ida ás urgências não surtiu qualquer efeito foram dias de pânico, é certo que tudo passou mas fica sempre a censação de algo que não foi feito até ao fim.
Ficou ainda o grande receio que o mal volte por não ter ido o tratamento até ao fim, nestes dias ora dá para andar cheia de esperança, ou com grande medo,mas depois volta tudo ao normal, dentro do possivel.
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Doce Certeza
Por essa vida fora hás-de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d´ouro fulgindo em muita boca!
Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d´ouro e risos de mulher,
Muito beijo d´amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer...
Hás de tecer uns sonhos delicados...
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!...
Mas nunca encontrarás p´la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d´amor que são meus versos!...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d´ouro fulgindo em muita boca!
Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d´ouro e risos de mulher,
Muito beijo d´amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer...
Hás de tecer uns sonhos delicados...
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!...
Mas nunca encontrarás p´la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d´amor que são meus versos!...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
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